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Parkinson: como se manifesta?

No dia 04 de abril, o Brasil todo volta sua atenção para uma doença que atinge, cada vez mais, um número maior de pessoas: o Parkinson. Estima-se que há cerca de 100 a 150 doentes por 100.000 habitantes. No Brasil existem poucas estatísticas, mas um estudo epidemiológico realizado na cidade de Bambuí em Minas Gerais encontrou uma prevalência de 3,3% em pessoas com idade acima de 65 anos. Muitos pesquisadores têm trabalhado na busca por soluções para essa enfermidade, mas ainda há muito o que descobrir quanto à cura e tratamentos para os pacientes.

De acordo com Egberto Reis Barbosa e Henrique Ballalai Ferraz, autores do capítulo 37 do Tratado de Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia, lançado pela editora Elsevier e organizado por Joaquim Pereira Brasil Neto e Oswaldo M. Takayanagui, “as manifestações motoras da doença de Parkinson estão relacionadas com a perda progressiva de neurônios da parte compacta da substância negra. A degeneração nesses neurônios é irreversível e resulta na diminuição da produção de dopamina, acarretando alterações funcionais no circuito dos núcleos da base”.

A doença pode se manifestar em qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça, cor ou classe social. O Parkinson tende a afetar pessoas mais idosas. A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade. Mas pode também acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros.

Segundo o Dr. Joaquim Pereira Brasil Neto, “uma nova modalidade de tratamento de sintomas relacionados à doença de Parkinson é a neuromodulação terapêutica por estimulação magnética transcraniana (TMS) ,  estimulação transcraniana por corrente direta (tDCS), ou ambas em combinação. Há evidências de que essas técnicas podem melhorar a motricidade (Doruk  et al., 2014) e as alterações cognitivas (Elder  et al., 2014). Enquanto sessões de TMS só podem ser feitas na clínica ou no  hospital, o equipamento de tDCS é portátil e potencialmente usado para aplicações no próprio domicílio do paciente.Essa abordagem não-farmacológica poderá ser especialmente útil em pacientes que já fazem uso de múltiplas medicações”, afirma o médico da Academia Brasileira de Neurologia.

O nome da doença é uma homenagem ao médico inglês James Parkinson que, em 1817, fez as primeiras observações sobre essa doença neurológica, que afeta, principalmente, os movimentos da pessoa.  São comuns os casos de tremores, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita.  Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano. Também não há evidências de que seja hereditária.