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Os danos humanos, materiais e ambientais por traz dos desastres

Segundo o livro “Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos”, entende-se por “desastre” as consequências de um evento adverso (fenômeno provocado pelo homem e/ou pela natureza) sobre um ambiente vulnerável, que excede a capacidade de resposta do sistema social atingido.

Essas consequências são representadas por danos humanos, materiais e ambientais e seus consequentes prejuízos socioeconômicos, patrimoniais e ambientais. Assim, o desastre não é o evento adverso em si (inundação, furacão, terremoto, tsunami etc.), mas os efeitos nocivos provocados por esses eventos no sistema atingido.

Um exemplo é consequente escassez de chuvas, resultando em estiagens e secas prolongadas, que estão usualmente associados a um longo período de tempo, com anos hidrológicos sucessivos de pouca precipitação, de agravamento lento, de grandes proporções espaciais (toda a bacia) e com resultados dramáticos.

Essa escassez afeta as condições básicas de saneamento, com limitação da disponibilidade de água para o abastecimento humano e deterioração das condições de qualidade dos corpos hídricos, por insuficiência de água para diluição; afeta as atividades pecuárias e de agricultura e reduz (ou, eventualmente, paralisa) a produção industrial, por falta da água como insumo.

Texto escrito com informações do livro “Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos”.