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Mesmo com mudanças, tratamento de transtornos mentais precisa de melhoras

Comemora-se a 10 de outubro o Dia Mundial da Saúde Mental, este ano sob o lema “Primeiros Socorros Psicológicos”. A data é utilizada para sensibilizar a população e mobilizar apoio para as questões da saúde mental. ‘’Fundamentada na Política Nacional de Saúde Mental e diretrizes nacionais atuais, a assistência ao portador de transtorno mental vem sendo revista e reestruturada em todos os seus níveis, a fim de que se privilegie a articulação em rede dos diversos serviços do território do indivíduo, que garantam resolutividade, autonomia, inclusão e reinserção psicossocial. As ações visam expandir, fortalecer e qualificar principalmente os serviços tipo extra-hospitalar (Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs)); Baseia-se também na rede que se integra na atenção básica pelos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Estratégia de Saúde da Família com a sistematização do matriciamento.’’ (Fonte: Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiátrica)

Mesmo com muitas mudanças sendo realizadas no processo de assistência médica e de enfermagem ao portador de transtornos mentais e de um crescente reconhecimento da necessidade de incluir a saúde mental entre as prioridades da agenda de saúde pública, ainda mantêm-se o estigma, a discriminação, a exclusão social e, tantas vezes, as violações dos direitos humanos dirigidos às pessoas com doença psiquiátrica. Ainda verifica-se uma insuficiente implementação de estratégias de prevenção à doença e de promoção da saúde mental e, cumulativamente, grandes dificuldades no acesso aos cuidados de saúde e na qualidade dos tratamentos disponíveis para as doenças psiquiátricas.

Segundo dados epidemiológicos realizados antes do período de crise econômica na Europa, as doenças psiquiátricas apresentavam uma elevada prevalência no continente europeu, representando 22% da carga de incapacidade medida em Anos Vividos com Incapacidade, constituindo-se como uma das principais causas de sofrimento e de perda de capital mental (potencial cognitivo, intelectual e emocional) de cidadãos, famílias e comunidades. Por isso, é necessário que as doenças mentais sejam analisadas com a seriedade que merecem e exames aprofundados sejam aplicados no paciente. ”O exame mental é importante instrumento metodológico para a assistência de enfermagem em Saúde Mental. A identificação e a avaliação do tipo e do grau de sofrimento mental apresentado pelo paciente é condição indispensável para a condução adequada do projeto terapêutico a ser implementado no seu cuidado. A metodologia na coleta de dados é fundamento indispensável para o cuidado de enfermagem sistematizado em Saúde Mental.” (Fonte: Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiátrica)