Entenda a formação e os aspectos fundamentais do solo

Entenda a formação e os aspectos fundamentais do solo

No dia 13 de novembro de 1989 foi publicada a Lei Federal de número 7.876, instituindo 15 de abril como o Dia Nacional da Conservação do Solo. O solo é o abrigo de diversas espécies, como minhocas, fungos e micro-organismos, uma ampla vegetação que juntos permitem a sobrevivência de diversas espécies que interagem entre si e com o meio ambiente. Graças ao solo, temos fontes de alimento, matéria-prima para os mais diversos fins, reciclagem de matéria orgânica, filtração e abrigo de água, dentre outros.

¹ENTENDA A FORMAÇÃO DO SOLO E SEUS ASPECTOS FUNDAMENTAIS  

O termo ”solo” é utilizado de maneira muito genérica por diferentes profissionais, dependendo da sua formação, do isso que se pretende ou, ainda, do enfoque do estudo. Assim, geólogos, geógrafos, engenheiros ambientais, civis, sanitaristas e de minas, entre outros, consideram modelos e aspectos diferentes, portado adotam conceitos diferenciados para o mesmo pacote de material geológico. O pacote de particulados entre a  superfície da terra e o substrato rochoso pode receber diferentes denominações, tais como: regolito, materiais inconsolidados, solos, depósitos superficiais, materiais superficiais, entre outros.

Este pacote de material denominado solo é normalmente estudado dentro do campo denominado Ciências do solo, que envolve pedagogia e a edafologia. A pedagogia se ocupa do estudo científico do solo e do seu perfil de alteração, enquanto a edafologia trata das interações entre o solo e os organismos vivos, o que inclui o homem e o uso que faz do solo. Porém, os solos também são tratados e estudados dentro do campo das geociências (geologia de engenharia, geografia, geoquímica, mineração) e das engenharias (mecânica dos solos, saneamento, estradas, hidrologia), considerando aspectos e usos específicos.

ASPECTOS FUNDAMENTAIS

O solo é considerado um sistema porque é composto de um grupo de elementos interconectados. Pode ser considerado aberto (porque troca energia e massa) e dinâmico (porque está sempre modificação), buscando um equilíbrio – anta entropia. A natureza dos solos se altera com os fatores que controlam as taxas e características do intemperismo. Além disso, a composição do solo geralmente muda, de maneira sistemática, com profundidade. Os principais fatores que interferem na formação do solo são o clima, a rocha de origem, o relevo, a ação de organismos e o tempo.

O clima surge como um dos fatores de maior importância no desenvolvimento dos solos. Supõe-se que solos similares desenvolvam-se em climas semelhantes, mais ou menos independentes da natureza do material-fonte, e que os solos desenvolvidos a partir da mesma rocha-fonte podem diferir se o clima variar de um local para outro. O tempo também afeta a formação do solo, uma vez que, quanto maiores serão as modificações esperadas. O relevo interfere no balanço hídrico e também pode criar microclimas que provocam variações significativas no intemperismo. A presença de organismos nos solos, tanto macroscópicos como microscópicos, interfere nos processos físicos e químicos de alteração das rochas.

¹Trecho retirado integralmente do livro Engenharia Ambiental, Elsevier