Dia do Idoso – principais cuidados para se manter saudável em todas as fases da vida

Primeiro de outubro é o Dia Internacional do Idoso, data que serve para ressaltar a importância desses que são líderes, trabalhadores, aposentados, detentores de sabedoria, avós, e que tiveram e têm um papel tão significativo dentro da sociedade. A data foi estabelecida como ‘’lembrete’’ de que a população mundial tem vivido cada vez mais e que a situação do idoso no país, seus direitos, dificuldades e ,principalmente, sua saúde merecem atenção.

Segundo o IBGE, de cada três idosos, quatro são acometidos por doença crônicas, ou seja, adquiridas ao longo da vida, muitas delas difíceis de tratar ou até mesmo incuráveis. Quedas e doenças infecciosas ainda são uma preocupação, porém, no Brasil a maior parte das doenças na terceira idade está associadas à patologias crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus e as associadas à hipertensão arterial.

Grande parte das doenças que atingem os idosos com frequência podem ser controladas e até mesmo prevenidas apenas com melhorias no estilo de vida. Entre as moléstias  mais comuns podemos citar: Parkinson, acidente vasculhar cerebral, osteoporose, hipertensão arterial, diabetes e catarata.

Parkinson: é causada pela falta da substância dopamina no cérebro e normalmente acomete pessoas com mais de 50 anos, a evolução em geral é lenta e se inicia por tremores, prejudicando a coordenação motora e provocando dificuldades para caminhar e se movimentar.

Acidente vascular cerebral: o AVC, como também é conhecido, é um dos principais causadores de morte ou incapacidade física e mental nos idosos. Ele ocorre quando há uma interrupção do fluxo de sangue para uma determinada região do cérebro, causando a morte dessas células.

Osteoporose: é a perda acelerada da massa óssea, tornando os ossos mais fracos, com maior facilidade para quebrar e dificuldade em se recuperar de fraturas (‘’colar’’). As mulheres idosas são as mais afetadas por esta doença, devido a ausência do hormônio feminino, o estrogênio, o que torna os ossos porosos como uma esponja. Estima-se que, com o envelhecimento populacional na América Latina, no ano de 2050 a proporção da osteoporose tende a aumentar mais para as mulheres na faixa de 50 anos em relação aos homens na mesma faixa etária (seis mulheres para um homem). Aproximadamente uma em cada três mulheres vai apresentar uma fratura óssea durante a vida.

Hipertensão arterial:  é uma doença crônica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que gera um esforço maior do coração para bombear o sangue e fazê-lo circular entre os vasos sanguíneos. Não necessariamente ela aumentará com a idade mas devido a maior fragilidade do funcionamento do organismo dos idosos é necessário que o paciente com hipertensão seja acompanhado e tratado.

Diabetes: acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não esta agindo de maneira adequada (resistência à insulina), causando assim o aumento da glicose (açúcar) no sangue.

Catarata: é uma opacidade do cristalino (lente natural do olho), que atrapalha a entrada de luz nos olhos e acarretando a diminuição da visão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença é responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo, o que representa cerca de 20 milhões de pessoas. Com expectativa de vida crescente, o número de pessoas com catarata também tende a crescer.

Apesar da variação dos sintomas entre essas doenças, as causas e os métodos de prevenção são praticamente os mesmos. Isso significa, que as pessoas que seguem uma rotina saudável, praticando exercícios físicos regularmente e seguindo uma dieta equilibrada, correm menos riscos de adquirir essas doenças ao longo da vida. Com mudanças simples adotadas na juventude, a possibilidade de viver uma velhice tranquila e saudável só aumenta.

Sugestão Elsevier Notícias de leitura

Nossos idosos merecem todo o cuidado não somente de sua família, como também dos médicos, enfermeiros e cuidadores que tratam diretamente de suas saúdes. Pensando nisso, separamos o título Geriatria e Gerontologia Básicas, da Editora Elsevier, como sugestão de leitura de hoje, para que esses profissionais se aperfeiçoem cada vez mais e melhor no atendimento aos idosos. Confira um pouco da obra:

“O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea. Fato irreversível no âmbito mundial, essa transição demográfica indica uma situação em que se passa de altos níveis de mortalidade e fecundidade, para uma nova situação, marcada pela redução desses níveis, ao mesmo tempo em que as taxas de expectativa de vida aumentam gradativamente.

E no Brasil esse fato já é indicado nas estatísticas. As estimativas dão conta de que o país terá em 2025, 34 milhões de idosos. Nossa expectativa de vida que era de 66,3 anos para homens e 73,9 para mulheres em 1999, 10 anos depois em 2009, já atingia expectativa de 73,17 anos em média, ou 69,4 para homens e 77 anos para mulheres.” (Geriatria e Gerontologia Básicas, Elsevier)