chip-grava-sons-analogicos

Chip grava sons analógicos

Já pensou como seria gravar sons analógicos em um chip? Uma empresa norte-americana pensou e desenvolveu um chip que memoriza sons analógicos, como um disco de vinil, indo em direção oposta ao mercado que tem optado pela digitalização dos sons. Para que o som fosse armazenado no dispositivo, ele foi digitalizado, ou seja a amplitude da onda é medida milhares de vezes por segundo e cada valor representa um combinação em código binário de 8 ou 16 bits (ou dígitos).

Isso só é possível por meio dos “circuitos digitais estão tão intensamente presentes em nossas vidas, que é difícil imaginar viver sem eles. Eles estão claramente presentes em telefones móveis, tablets, computadores, televisores, jogos eletrônicos, equipamentos de acesso à Internet, máquinas fotográficas, reprodutores de áudio e vídeo, entre outros. Os circuitos digitais também estão presentes em nossa infraestrutura de energia, telecomunicações e radiodifusão, saneamento, transportes e outros. Esses circuitos permitem a operação de equipamentos de alta tecnologia, como satélites e sondas espaciais, equipamentos militares e equipamentos médicos, assim como em eletrodomésticos (geladeiras, lava-roupas, lava-louças, máquinas de café, etc.), automóveis, caminhões, tratores, barcos e aviões. Muitas vezes nem mesmo percebemos ou sabemos de seu emprego, como em rodovias e ferrovias, produção agrícola, portos e aeroportos. Ainda há a área de automação industrial e recentemente a automação residencial¹.”

O chip desenvolvido usa tecnologia programável EEPROM, cujos bits são compostos de um transistor e uma camada de condução que armazena carga elétrica. O novo chip, porém, armazena valores intermediários entre cheio e vazio, assim como ocorre em um sistema analógico, ao invés de quantificar cada amplitude em números, e também é capaz de distinguir 230 níveis de condutividade ou “sons”. A vantagem em armazenar o som analogicamente é que assim ele ocupa um espaço de memória quase seis vezes menor do que no modo digital.    

POR QUE HÁ VARIAÇÃO ENTRE AS MEDIÇÕES ANALÓGICAS E DIGITAIS?

Isso ocorre porque “os eventos naturais, como enxergamos e sentimos, são contínuos, isto é, não há mudanças instantâneas. Como exemplo, se um carro está em uma estrada a 50 km/h e pisamos levemente no acelerador, a velocidade aumenta para 55 km/h. Essa variação é contínua, isto é, o carro não passa instantaneamente de 50 km/h para 55 km/h.

Nos velocímetros tradicionais, isso é, analógicos, o ponteiro se desloca continuamente de 50 km/h para 55 km/h. Essa variação contínua representa o conceito analógico. Por outro lado, em um velocímetro digital, a indicação de velocidade se dá por degraus. Assim, com a aceleração do carro, o velocímetro mostra progressivamente as velocidades intermediárias 51 km/h, 52 km/h, 53 km/h e 54 km/h. Apesar do carro mudar sua velocidade continuamente, o velocímetro digital mostra as velocidades de forma discretizada, isto é, em degraus. Esse é o conceito de representação digital¹.”

¹ Informação retirada do livro Circuitos Digitais, Elsevier.