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Apneia do sono pode ajudar a contribuir para a embolia pulmonar recorrente

Estudo publicado pela Elsevier aponta que sofrer de apneia do sono pode aumentar o risco do paciente desenvolver múltiplos coágulos sanguíneos

Embora idade avançada, falta de exercícios e obesidade sejam fatores que contribuam para o desenvolvimento da embolia pulmonar, uma nova hipótese foi recentemente formulada, apontando a apneia obstrutiva do sono como mais uma provável causa de formação de coágulos sanguíneos.

Como o tromboembolismo venoso é uma condição crônica com episódios recorrentes de embolia pulmonar, os pesquisadores decidiram analisar de que maneira a apneia obstrutiva do sono afeta a taxa de recorrência da embolia pulmonar. Os resultados desse estudo foram publicados na edição de dezembro da CHEST, da Editora Elsevier.

Os pacientes que já passaram por um caso de embolia pulmonar têm uma chance 30% maior de sofrer um novo episódio da doença e a taxa de mortalidade recorrente é de 9%. Embora os anticoagulantes sejam muito eficazes para diminuir a possibilidade de ocorrência, seu uso aumenta o risco de hemorragia.

Identificar e compreender os fatores de risco que contribuem para este problema é uma forma de ajudar a diminuir a necessidade de anticoagulantes. Um desses fatores é a apneia obstrutiva do sono, que compartilha muitos dos fatores de risco da embolia pulmonar, incluindo idade avançada, inatividade física e obesidade.

“Esta associação representa um fardo crítico para a saúde pública, devido à alta prevalência de ambos os distúrbios e às taxas de mortalidade da embolia pulmonar. No entanto, até onde sabemos, nenhum estudo longitudinal realizado até o presente momento explorou o papel da apneia obstrutiva do sono como fator de risco para eventos tromboembólicos recorrentes”, explicou o investigador líder Alberto Alonso-Fernández, mestre e doutor do Hospital Universitario Son Espases, localizado em Palma de Mallorca, na Espanha.