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A utilização da ciência nos alimentos

Os alimentos transgênicos são produzidos a partir de organismos cujo embrião foi modificado em laboratório, pela inserção de  pelo menos um gene de outra espécie. Essas modificações podem ocorrer por vários fatores, um deles é a de proporcionar maior resistência desses alimentos às pragas (insetos, fungos, vírus bactérias e outros) e a herbicidas, além de diminuir o uso dos agrotóxicos nas plantações. As modificações genéticas e bioquímicas nos alimentos ainda causam diversos embates. Há muitos argumentos contrários e à favor dos transgênicos, por se tratar de um terreno ainda em descoberta.

A Universidade de Caen, na França, realizou um estudo há três anos, em que camundongos foram divididos em dois grupos: o primeiro era alimentado exclusivamente com alimentos transgênicos e o segundo com alimentos sem modificações, e constatou-se que o grupo alimentado com transgênicos ficaram mais propensos a ter câncer e morreram antes dos demais. Outro estudo realizado pela Massachussetts Institute of Technology (MIT), confere ao glifosato — um dos herbicidas mais utilizados na indústria transgênica — a capacidade de causar autismo em 50% das crianças até 2025. Embora os dados sejam preocupantes, ainda não foi constatado em nenhuma pesquisa que os alimentos geneticamente modificados fazem realmente mal à saúde.

DEBATE NO PAÍS SOBRE OS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS

Aqui no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que, ao contrário da lei vigente, dispensa o símbolo amarelo que identifica os alimentos transgênicos nos rótulos de produtos que contêm matéria-prima geneticamente modificada destinados a consumo humano.

Nas redes sociais, o confronto de ideias ganhou força. Pessoas se perguntam “Afinal, se são bons para a saúde, qual o problema de manter o símbolo?”. Já outras questionam a necessidade da indicação tão aparente nas embalagens se não há malefícios comprovados, replicando a discussão entre bancadas ambiental e ruralista.

ENTENDA UM POUCO MAIS SOBRE AS MODIFICAÇÕES NOS ALIMENTOS

Direcionada aos bioquímicos, professores e pesquisadores da área, Bioquímica de Alimentos, lançado pela Elsevier, chega ao mercado como grande contribuição na aquisição de conhecimento sobre as importantes transformações que ocorrem nos alimentos in natura e que influenciam sua qualidade. Esta terceira edição também reafirma a relevância da obra, publicada pela primeira vez na década de 1940.O livro é assinado pelos bioquímicos N.A Michael Eskin e Fereidoon Shahidi, das universidades canadenese de Manitoba e Memorial de Newfoundland, respectivamente, com a colaboração de profissionais de diversas partes do mundo.

O livro detalha a bioquímica da fermentação da cerveja, os processos bioquímicos envolvidos na produção de queijo e iogurte e faz ainda uma revisão sobre o processamento de óleos e a modificação das gorduras, além de trazer informações atuais sobre as complexas mudanças químicas envolvidas na biossíntese do leite.